domingo, 31 de maio de 2015

Gilberto Teixeira bateu com a porta e com toda a razão.Não tolera traidores

Com a crónica “Há gente que não quer ver”, Gilberto Teixeira põe fim a uma longa colaboração, como colunista, no Jornal da Madeira. A crónica de despedida é assinada hoje no Jornal da Madeira. “Em total liberdade, dou hoje por finda a minha colaboração neste Jornal, que servi com honra, orgulho e dedicação desde 1961…

Há gente que não quer ver

Há gente por aí que parece sentir-se feliz ao duvidar de certas decisões. Com esses não quero nada. A vida traz-nos imensas surpresas e vamos continuar a assistir a decisões justas e injustas. Sem dúvidas! Nos últimos dias temos visto uma catadupa de argumentos deste novo governo em defesa de situações que são muito questionáveis.
Querem provocar, agredir, cultivando a acrimónia? Comigo é tempo perdido. Nem me custa queimar amizades, se porventura alguém pensa que deve notar-se por ser impiedoso nas suas decisões. Sempre batalhei por um Jornal da Madeira bom e, sobretudo pela defesa dos postos de trabalho dos que aqui estão, há anos, permanentemente ao serviço de causas! É aqui que fazem a sua vida. Com estes governantes como patrões, devem ser respeitados, tidos como bons profissionais e tratados com humanismo.
Se muita coisa andou mal nos últimos anos, e não foram tantos como alguns apregoam, a culpa não é dos trabalhadores dos diferentes sectores deste jornal. A missão principal é propagar os valores cristãos. Depois, noticiar com rigor, cumprindo as regras mais elementares da pluralidade. O jornalismo é uma nobre missão. Mas se houve alguém que cometeu pecados e fez descambar este projecto para outros caminhos, de forma agressiva e impensável, a culpa não é dos trabalhadores.
Há gente que não quer ver a realidade. Nem ver-se ao espelho. Os que se calaram, os que consentiram, os que se serviram, os que omitiram o que se passava em reuniões onde se discutia o futuro deste jornal, e abanavam a cabeça e diziam “ámen” a tudo. Esses, sim, são os verdadeiros culpados do jornal ter chegado a esta situação. Nunca os trabalhadores desta casa podem ser acusados de incumprimento de ordens superiores. Foi por eles que me bati e continuarei a estar ao lado deles, porque são as vítimas de um processo de contornos kafkianos.
Não venham agora com desculpas, nem invoquem recentes diferenças de opinião com o líder que saiu. Contemporizaram. Consentiram que a força política à qual pertenciam, fizesse deste jornal, aquilo que todos hipocritamente condenam. Recuperar de anos de violentos e incontestáveis ataques à falta de pluralismo ou de liberdade de opinião, e de todo o tipo de expressão, não se faz ao som do tambor da morte, nem de despedimentos cujo critério inexiste.
Exonerar é fácil. Promover, sem atraiçoar, é complexo e difícil. Mas há gente nesta casa, em expectativa angustiante. Continuo a pensar que este Jornal tem o seu lugar nesta sociedade. Não pode coexistir gente boa desta casa, com um reles naipe de invejosos e mentirosos e, sobretudo, de cínicos e ambiciosos com falta de senso. Houve um tempo em que se falava em traidores, punhaladas pelas costas e outras leviandades.
O meu propósito foi sempre o de procurar um jornalismo melhor e com ele, ou através dele, um mundo mais justo, onde a amizade sadia prevalecesse sobre a mentira, a sonsice, o esquema de retaliação ou de vingança. Fui dos que se bateu por uma Madeira desenvolvida e moderna. Apoiei essas causas com muita honra. Mas nunca fui indefectível de ninguém. Há milhares de artigos escritos, a prová-lo. Do mesmo modo que guardo correspondência pessoal a testemunhar o que acabo de afirmar. De vários quadrantes, desde o antigo ao actual poder entre outros particulares.
Não gosto de blogues, Facebook, Twiter ou Instagram’s. São ferramentas importantes para indivíduos despejarem anonimamente o fel que possuem. Também nunca tive apetência para pertencer a Partidos políticos. Preservo muito a minha liberdade e, também por isso, defendi causas que me levaram a conhecer os bancos do Tribunal. Fui ilibado. O que não tolero nem aceito e repugna-me, são descortesias, venham elas donde vierem. Por via disso, e em total liberdade, dou hoje por finda a minha colaboração neste Jornal, que servi com honra, orgulho e dedicação desde 1961 até esta data. A todos os trabalhadores do JM muito obrigado. (ver AQUI)

Casa da "Ratada" ( a prostituta mais famosa do Funchal)

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Quem o escolheu e lhe deu esses poderes? Prestou ele juramento? Que jura fez? Perante quem? Como se recrutam os juízes? Como são formados? Quantos familiares deles eram ou se tornaram magistrados? Quem corrige os seus erros? Quem pune os seus delitos? Se os tribunais administram a justiça em nome do povo, onde nasce essa legitimidade popular? Quem garante a honestidade de todos os juízes? Quem garante que todos são incorruptíveis? Quantos já foram condenados por desonestidade ou por corrupção? Porque é que, mesmo reformados, só podem ser presos em flagrante delito e gozam de foro próprio e um antigo primeiro-ministro não? Porque é que nunca nenhum juiz esteve preso em Portugal? Conhecerão eles as prisões para onde mandam os outros cidadãos? Porque é que podem usar armas sem licença? Porque é que o Estado lhes paga as viagens nos transportes públicos, incluindo na 1ª classe dos comboios Alfa da CP, e as viagens aéreas entre as regiões autónomas e o continente, mesmo para férias? Porque é que estão isentos de custas judiciais e podem patrocinar familiares e a si próprios como se fossem advogados? Porque é que podem entrar nas discotecas sem pagar consumo mínimo, ir ao futebol sem pagar bilhete e têm livre-trânsito nos navios acostados nos portos, nas casas e recintos de espetáculos e nas associações de recreio? Porque é que o presidente e os vice-presidentes do STJ têm direito a passaporte diplomático e todos os juízes do STJ, STA, Tribunal de Contas e Tribunal Constitucional têm ajudas de custos iguais às dos governantes por cada dia de sessão nos tribunais? Porque é que os juízes têm direito a uma casa mobilada por uma renda mensal não superior a 1/10 do seu vencimento e se não a houver ou o juiz a não quiser receberá mais de 600 euros mensais, totalmente isentos de impostos? Porque é que esses privilégios dos juízes se aplicam também a todos os magistrados do Ministério Público mesmo que uns e outros já estejam aposentados?

O jornal "Quebra Costas" faz manchete com o tacho da esposa do Zé Manel

Já está à venda nas bancas [clique nas imagens para ler melhor]


sábado, 30 de maio de 2015

Luís Miguel Sousa dá tacho a menina Anny Vieira esposa de José Manuel Rodrigues e mete o CDS/Madeira no bolso!

A actual mulher do líder do CDS/Madeira trabalha agora para os Sousas. É a proverbial promiscuidade dos centristas madeirenses a funcionar a todo o vapor

Há fortes suspeitas de que o CDS/Madeira esteja a ser financiado pelo grupo Sousa, aliás,, o líder Regional José Manuel Rodrigues nunca explicou isso muito bem. A única coisa que sabemos é que o líder Regional passa a vida a falar dos transportes aéreos e nunca fala dos transportes marítimos para a Região, o que demonstra de certa forma o seu comprometimento com o "dono disto tudo".Contudo se havia dúvidas, dissiparam-se todas este mês, sabendo-se agora que Anny Vieira, actual esposa do líder do maior partido da oposição regional, obteve emprego no Grupo Sousa.Várias fontes garantem que o patrão do Grupo Sousa é assediado constantemente para arranjar emprego a este ou àquele, mas nega sempre, dizendo que a empresa não pode absorver mais pessoal.Mas, surpreendentemente, arranjou trabalho para a actual esposa do sr. José Manuel Rodrigues. Estranho!? Além do Bloco de Esquerda, a Câmara do Funchal é suportada tacitamente pelo CDS/PP, que está sempre ao lado de Paulo Cafôfo em tudo. Aliàs um mês antes de Paulo Cafôfo retirar os pelouros a Gil Canha, já andavam os dois em negociações para substituir o incómodo vereador. E na mesmíssima altura, (estranha conincidência) Paulo Cafôfo  na condição de presidente da AMRAM-Associação de municípios da Madeira, assinou um chorudo contrato de assessoria jurídica, no valor de 27 mil €, com a Sociedade Abreu&Advogados, de Ricardo Vieira, segunda figura do CDS regional. Mas este esforço de "comprar" o CDS   não ficou por aqui, Paulo Cafôfo arranjou recentemente um gordo tacho na FRENTE MAR, para a cunhada de Jodé Manuel Rodrigues (irmã da Anny), a deputada municipal do CDS, Nélia Aguiar.Falamos com um elemento do CDS que já exerceu funções de responsabilidade no partido, que acusa José Manuel Rodrigues de ser "um jogador"e de se "vender em todas as esquinas", e afirma que muito pessoal decente do CDS/Madeira já está farto de aturar as promiscuidades e jogadas do "bando dos quatro": José Manuel Rodrigues, Ricardo Vieira, Lopes da Fonseca, e Isabel Torres.

As duas irmâs referidas na nossa notícia: Anny Vieira e Nélia Aguiar.
Ele só fala dos transportes aéreos!
Aqui com o presidente das Canárias

sexta-feira, 29 de maio de 2015

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Jornal da Madeira, mais plural que o Diário de Noticias

PTP esteve ontem em Câmara de Lobos numa acção política. Só o jornal da Madeira deu relêvo. Diário do Blandy nem uma linha sobre o PTP. Estão feitos com a maçonaria.!


O Criador do Esquema de Piramide

Embora esquemas semelhantes a este já existissem anteriormente, o ítalo-americano Charles Ponzi, na década de 1920, notabilizou-se como autor de uma gigantesca fraude.
Charles Ponzi era um emigrado italiano. Supõe-se que ele tenha chegado aos Estados Unidos na década de 1910. Indivíduo de poucos recursos, como a maior parte dos migrantes que então chegavam à América, "descobriu", pouco tempo depois da chegada e graças a uma correspondência que recebera de Espanha, que os selos de resposta do correio internacional podiam ser vendidos nos Estados Unidos por um preço mais alto do que no estrangeiro. Assim começou o rumor e muitas pessoas não quiseram ficar fora do negócio e entregaram capitais a Ponzi. Mas embora Ponzi estivesse a recolher somas astronômicas de dinheiro, e houvesse filas para lhe entregar mais, na realidade não comprou selos com o dinheiro recebido. Pagava rendimentos de até 100% em três meses, com o capital dos sucessivos novos investidores.
Ponzi convenceu amigos e parceiros do novo negócio a apoiarem o seu sistema no início, oferecendo um retorno de 50% num investimento a 45 dias. Algumas pessoas investiram e obtiveram o prometido no intervalo temporal combinado. O esquema alargou-se, e Ponzi contratou agentes, pagando generosas comissões por cada dólar que pudessem trazer. Em fevereiro de 1920, Ponzi obteve cerca de 5.000 dólares americanos, uma grande quantia naquele tempo. Em março, já tinha 30 mil dólares. A histeria coletiva cresceu e Ponzi começou a expandir o negócio para a Nova Inglaterra e Nova Jersey. Os que investiam obtinham grandes lucros e estimulavam outros a investir. Já em maio do mesmo ano, Ponzi tinha conseguido recolher 420 mil dólares. Começou a depositar o seu dinheiro no Hanover Trust Bank of Boston (um pequeno banco da Hanover Street, no bairro de North End, cuja população era majoritariamente italiana), esperando que, se sua conta se tornasse bastante grande, ele poderia influir sobre a administração banco ou até mesmo tornar-se seu presidente. De fato ele conseguiu assumir o controle acionário do banco.
Em julho de 1920 já tinha milhões de dólares. Muitas pessoas venderam ou hipotecaram as suas casas, na esperança de ganhar quantias maiores. Porém, no dia 26 de julho grande parte do esquema começou a colapsar, depois que o Boston Post começou a questionar as práticas da empresa de Ponzi. Finalmente a empresa sofreu intervenção pelo Estado que congelou todas as novas captações de dinheiro. Muitos dos investidores reclamaram furiosamente o seu dinheiro, e, nesse momento, Ponzi devolveu o capital a quem o solicitou, o que causou um aumento considerável da sua popularidade, havendo muitos que lhe pediam para se candidatar a um cargo político público. As promessas de Ponzi cresceram ainda mais já que planejava criar um novo tipo de banco, no qual os lucros se repartissem de igual modo entre os acionistas e aqueles que investissem dinheiro no banco. Até planejou reabrir a sua empresa sob o nome "Charles Ponzi Company", com o principal objectivo de investir em empresas em todo o mundo.
Graças ao seu esquema Ponzi começou a viver uma vida cheia de luxos: comprou uma mansão, com ar condicionado e aquecedor para a sua piscina, e trouxe a sua mãe de Itália em primeira classe. Rapidamente o imigrado pobre obteve não só uma grande quantidade de dinheiro como se cercou dos luxos mais extravagantes, para a sua família e para si mesmo.
Em agosto de 1920 os bancos e os meios de comunicação declararam Ponzi em bancarrota. Ele confessou que, em 1908, havia participado de uma fraude muito parecida, no Canadá.
O governo federal dos Estados Unidos finalmente interveio e descobriu a megafraude. Ponzi foi detido mas logo liberado, mediante pagamento de fiança. Decidiu continuar com o seu sistema, convencido de que o poderia sustentar. Rapidamente o sistema caiu e os poupadores perderam o seu dinheiro. A maior parte das pessoas não obteve benefícios, e muitos haviam reinvestido os lucros no esquema fraudulento. Embora a fraude tivesse sido descoberta e apesar de Ponzi ter sido deportado para Itália, ele foi aclamado como um benfeitor por muitos . (fonte)
Com a devida vénia do ESTADÃO

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Pista de Atletismo no complexo desportivo de Câmara de Lobos não homolgada pela FPA (federação Portuguesa de Atletismo)


O deputado do Partido Trabalhista esteve hoje no Complexo Desportivo de Câmara de Lobos para falar na inutilização daquele espaço no que diz respeito à pista de atletismo. Que apesar de ter custado uma fortuna a sua construção não pode ser usado em provas oficiais, visto não dispor das medidas regulamentadas pela de federação portuguesa de atletismo.Não tem homolgação.

O “Estado Fiscal” na Madeira
Roberto Mendes Londral Advogado

A História europeia dos últimos séculos revela que a concepção do Estado tem passado por diversas fases que culminaram nos conhecidos “Estados sociais” do Séc. XX. No entanto, o descontrolo da dívida pública e a pressão dos mercados financeiros internacionais conduziram a Europa à criação de um novo modelo denominado “Estado fiscal”, concentrado em políticas fiscais agressivas e altamente eficazes, como forma de arrecadação imediata de receita para corrigir os défices orçamentais. A Madeira não foi excepção. A elevada dívida pública regional impôs-nos a adopção deste novo modelo de Estado Fiscal europeu, através do PAEF. O modelo até parece ter resultado, na medida que a região conseguiu cobrar uma parte significativa dos impostos gerados pela actividade económica do passado, reduzindo assim o stock da dívida fiscal com a ajuda de algumas poupanças pessoais, com a alienação de patrimónios particulares e com a liquidez que foi gerada pela regularização da dívida comercial do sector público, dando a aparência da sustentabilidade das contas regionais. No entanto, este modelo está praticamente esgotado. Hoje, não há economia suficiente para gerar a receita que a região necessita para amortizar a sua dívida financeira. Mas o nosso futuro só será conhecido no orçamento regional para 2016, no qual perceberemos, a final, qual será o posicionamento da governação e da administração regional para os próximos anos. De que forma será paga a dívida financeira regional e como irão concretizar-se as promessas de redução da carga fiscal e de fomento da economia e do emprego. Para isso, julgo que devem ser tomadas medidas profundas e urgentes de emagrecimento da máquina política e administrativa regional, permitindo reduzir a despesa pública corrente e impulsionar o sector privado na região. De igual modo, seria interessante que o próximo orçamento regional fosse pensado a partir da receita e não da despesa (tal como se faz, aliás, no sector privado e nas famílias), na profunda convicção de que se a região não aliviar a pressão e a carga fiscal actual, dificilmente conseguirá gerar o investimento interno e externo necessário para inverter este ciclo de depressão económico-social. Continuo, por isso, na expectativa de conhecer o orçamento regional para 2016, para perceber qual será o rumo do “Estado fiscal” na Madeira.

(ver dnoticias.pt)
Ver mais AQUI

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A mais recente maneira de roubar: O Golpe da Mala


Intelectuais apolíticos
Otto Rene Catillo (1936-1967). Poeta-guerrilheiro. Fundador do Teatro Experimental da Guatemala. Capturado com vários camaradas de armas e camponeses locais (montanhas de Zacapa). Queimados vivos. (ANTI-PU, César Príncipe, Arca das Letras Editora, 2008).Um dia,

os intelectuais
apolíticos
do meu país
serão interrogados
pelo homem
simples
do nosso povo.

Serão questionados
sobre o que fizeram
quando
a pátria se apagava
lentamente
como uma fogueira frágil,
pequena e só.

Não serão interrogados
sobre os seus trajes,
nem acerca das suas longas
sestas
após o almoço,
tão pouco sobre os seus estéreis
combates com o nada,
nem sobre sua ontológica
maneira
de chegar ao dinheiro.

Ninguém os interrogará
acerca da mitologia grega,
nem sobre o asco
que sentirão de si,
quando alguém, no seu íntimo,
se dispunha a morrer
cobardemente.

Ninguém lhes perguntará
sobre as suas justificações
absurdas,
crescidas na sombra
de uma rotunda mentira.

Nesse dia virão
os homens simples.
Os que nunca couberam
nos livros de versos
dos intelectuais apolíticos,
mas que iam todos os dias
levar-lhes o leite e o pão,
os ovos e as tortilhas,
os que lhes costuravam a roupa,
os que conduziam os carros,
cuidavam dos seus cães e jardins,
e para eles trabalhavam,
e perguntarão,

“Que fizestes quando os pobres
sofriam e neles se queimavam,
gravemente, a ternura e a vida?”

Intelectuais apolíticos
do meu doce país,
nada podereis responder.

Um abutre de silêncio vos devorará
as entranhas.
Vos roerá a alma
vossa própria miséria.
E calareis,
envergonhados de vós próprios.

Otto Rene Castillo


Intelectuais apolíticos

Un dia,

los intelectuales
apolíticos
de mi país
serán interrogados
por el hombre
sencillo
de nuestro pueblo.

Se les preguntará
sobre lo que hicieron
cuando
la patria se apagaba
lentamente,
como una hoguera dulce,
pequeña y sola.

No serán interrogados
sobre sus trajes,
ni sobre sus largas
siestas
después de la merienda,
tampoco sobre sus estériles
combates con la nada,
ni sobre su ontológica
manera
de llegar a las monedas.

No se les interrogará
sobre la mitología griega,
ni sobre el asco
que sintieron de sí,
cuando alguien, en su fondo,
se disponía a morir cobardemente.

Nada se les preguntará
sobre sus justificaciones
absurdas,
crecidas a la sombra
de una mentira rotunda.

Ese día vendrán
los hombres sencillos.
Los que nunca cupieron
en los libros y versos
de los intelectuales apolíticos,
pero que llegaban todos los días
a dejarles la leche y el pan,
los huevos y las tortillas,
los que les cosían la ropa,
los que le manejaban los carros,
les cuidaban sus perros y jardines,
y trabajaban para ellos,
y preguntarán,

“?Qué hicisteis cuando los pobres
sufrían, y se quemaba en ellos,
gravemente, la ternura y la vida?”

Intelectuales apolíticos
de mi dulce país,
no podréis responder nada.

Os devorará un buitre de silencio
las entrañas.
Os roerá el alma
vuestra propia miseria.
Y callaréis,
avergonzados de vosotros.

Otto Rene Castillo

Estreia do “Anthem of the Seas” no Funchal surpreende pelo luxo e tecnologia de ponta

Pelo início desta tarde, o mais moderno navio da Royal Caribbean International rasgava as águas do porto do Funchal, com toda a imponência de um transatlântico com cerca de 4100 passageiros a bordo. “Anthem of the Seas” é o nome da nova pérola da companhia americana, vindo dos mares de Southampton, com destino ao Mediterrâneo. Antes disso, uma passagem de pouco mais de quatro horas na pitoresca cidade do Funchal, rumo depois a Tenerife, Vigo e regresso a Inglaterra.
Este gigante dos mares, considerado o navio mais inteligente da Europa, pela tecnologia de ponta que utiliza, ocupava quase toda a dimensão do porto do Funchal, com um comprimento bem acima do de 348 m e um calado de 8.5. Do porto para a cidade, era um frenesim de táxis, autocarros de turismo e turistas, maioritariamente americanos, a descobrirem a pé a baixa do Funchal.[ Ler mais em Funchal Notícias]

Dizem que os deputados têm muitos privelégios. E os Juízes? Vejam o que diz e com carradas de razão Marinho Pinto


Interrogatório judicial Porque é que um homem pode prender um antigo primeiro-ministro sem culpa formada e sem justificar a decisão perante o país?


Quem o escolheu e lhe deu esses poderes? Prestou ele juramento? Que jura fez? Perante quem? Como se recrutam os juízes? Como são formados? Quantos familiares deles eram ou se tornaram magistrados? Quem corrige os seus erros? Quem pune os seus delitos? Se os tribunais administram a justiça em nome do povo, onde nasce essa legitimidade popular? Quem garante a honestidade de todos os juízes? Quem garante que todos são incorruptíveis? Quantos já foram condenados por desonestidade ou por corrupção? Porque é que, mesmo reformados, só podem ser presos em flagrante delito e gozam de foro próprio e um antigo primeiro-ministro não? Porque é que nunca nenhum juiz esteve preso em Portugal? Conhecerão eles as prisões para onde mandam os outros cidadãos? Porque é que podem usar armas sem licença? Porque é que o Estado lhes paga as viagens nos transportes públicos, incluindo na 1ª classe dos comboios Alfa da CP, e as viagens aéreas entre as regiões autónomas e o continente, mesmo para férias? Porque é que estão isentos de custas judiciais e podem patrocinar familiares e a si próprios como se fossem advogados? Porque é que podem entrar nas discotecas sem pagar consumo mínimo, ir ao futebol sem pagar bilhete e têm livre-trânsito nos navios acostados nos portos, nas casas e recintos de espetáculos e nas associações de recreio? Porque é que o presidente e os vice-presidentes do STJ têm direito a passaporte diplomático e todos os juízes do STJ, STA, Tribunal de Contas e Tribunal Constitucional têm ajudas de custos iguais às dos governantes por cada dia de sessão nos tribunais? Porque é que os juízes têm direito a uma casa mobilada por uma renda mensal não superior a 1/10 do seu vencimento e se não a houver ou o juiz a não quiser receberá mais de 600 euros mensais, totalmente isentos de impostos? Porque é que esses privilégios dos juízes se aplicam também a todos os magistrados do Ministério Público mesmo que uns e outros já estejam aposentados?

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/marinho_pinto/detalhe/interrogatorio_judicial.html

Passos Coelho o mentiroso que os portugueses gostam

domingo, 24 de maio de 2015

Fisco com máquina eficiente, ao serviços dos privados


Paulo Morais expõe os crimes fiscais impostos de forma injusta. A protecção dos ricos e a exploração dos pobres. A máquina fiscal está a colapsar porque os governos decidiram colocar o fisco a cobrar multas a favor das empresas privadas amigas, contra o cidadão. Estamos perante métodos de pagamento e de cobranças coercivas que consideramos irregulares, ilegais e nulos.

Mais de 2000 funcionários do fisco na cobrança das portagens

Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos considera que as portagens impede direccionar recursos para tarefas de inspecção.

"Ao mesmo tempo que a máquina fiscal trabalha a todo o gás para cobrar coimas de taxas de portagem de concessionárias de auto-estradas, os tribunais fiscais enchem-se de processos de impugnação judicial, praticamente o único meio de defesa dos contribuintes quando são confrontados com a cobrança coerciva por parte das Finanças nestas situações."

Correio da Manhã com mêdo de falar no nome da agente de execução Maria João Marques

Ministério Público de Cascais está investigar o caso

Ex-agente desvia mais de 2 milhões Desvios foram descobertos pelos agentes de execução.

Uma ex-agente de execução é suspeita de ter desviado mais de dois milhões de euros das contas de executados, deixando vários credores sem qualquer verba. O caso já está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca de Lisboa Oeste, Cascais. Ao que o CM apurou, J.M. é suspeita de ter efetuado esses desvios entre 2007 e 2011 (durante um período de quatro anos), tendo começado por deixar um rasto de ilegalidades deste género e queixas de executados e credores que partiram da Madeira e se estenderam ao Continente. Os procedimentos levados a cabo por J.M. para se apropriar do dinheiro das contas dos executados terão sido vários. Segundo apurou o CM, junto de várias fontes, quando fazia a penhora de devoluções do IRS de executados, a ex-solicitadora fazia a conciliação na conta de outro endividado. Depois, retiraria o valor com a desculpa de existir um erro e transferiria para si própria as verbas a título de honorários. Outro método seria a transferência de somas das contas dos executados para contas do próprio marido. Terão sido encontradas transferências de valores que iam até aos 250 mil euros. Desde 2011 que a ex-agente de execução era alvo de queixas de juízes devido a falhas no trabalho. A certa altura, as contas de executados que tinha a seu cargo foram congeladas, mas J.M. antecipou-se e suspendeu a atividade para não ser expulsa. Os seus processos, quase 15 mil, foram distribuídos por vários agentes de execução. Alguns desses agentes descobriram no início do ano que havia executados que pensavam ter liquidado parte das dívidas e afinal continuam devedores. Resta-lhes agora esperar pelos resultados da investigação judicial.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/economia/detalhe/ex_agente_desvia_mais_de_2_milhoes.html

Vai-vem entre negócios e política

Uma relação promíscua
Fundado em 1820 pelos filhos de José Maria do Espírito Santo Silva, a partir da casa bancária que este havia fundado em 1911 (J. M. Espírito Santo), o Banco Espírito Santo (BES) funde-se em 1937 com o Banco Comercial de Lisboa (BCL) e assume a designação de Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa (BESCL). Após a fusão, o total de activos do BESCL estava em 405 mil contos.Nem a mudança de regime (implantação da República), nem as dificuldades decorrentes das duas grandes guerras mundiais afectaram o BESCL que, entre 1937 e 1950, abre 33 novos balcões (um nos Açores), vendo o total dos seus activos crescer para um valor superior a quatro milhões de contos. De entre estes activos destaque para a carteira de títulos que em 1939 está avaliada em 27 mil contos e no final de 1945 é já superior a 318 mil contos, grande parte resultante da compra de dívida do Estado.Da recusa inicial, Salazar passa ao pedido de apoio financeiro aos Estados Unidos da América ao abrigo do Plano Marshall, ocorrendo a partir daí a adesão de Portugal a diversas organizações internacionais de integração e dominação capitalista (OECE, EFTA, Banco Mundial, FMI, GATT e Comunidade Europeia do Carvão e do Aço).

A economia portuguesa «internacionaliza-se», com os recursos das colónias a terem como predadores grupos económicos estrangeiros e os oito grupos económicos monopolistas portugueses (sete dos quais bancos) que se constituíram e expandiram na ditadura fascista. O BESCL foi naturalmente um dos grandes grupos privilegiados por Salazar e Caetano; o seu total de activos totalizava 59 438 milhões de contos em 1970. Em duas décadas, os activos do banco aumentaram 1485 por cento.

Com deputados da União Nacional e outros nomes com responsabilidades institucionais no regime fascista a terem assento nos conselhos de administração do BESCL, onde a família Espírito Santo, com os seus vários ramos, dominava, assinala-se a presença, em 1970, no Conselho de Administração do banco, de Alberto Marciano Gorjão Franco Nogueira, ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar e Caetano.

A política de promiscuidade e de subordinação do poder político ao poder financeiro, desenvolveu-se através da «circulação vai-vem» de dezenas de quadros entre os altos cargos das administrações e dirigentes do grupo e os lugares superiores do aparelho de Estado, nomeadamente ao nível de ministros e secretários de Estado. Expressão concreta dessa presença e pressão directa sobre o poder político, é, por exemplo, além da participação em algumas das reuniões do Conselho de Ministros, a intervenção de Ricardo Salgado, em Abril de 2010, em que assume a coordenação dos principais banqueiros nacionais, reclamando a intervenção da troika estrangeira em Portugal,

Só nos últimos 25 anos, pelo BES/GES terão passado dezenas de quadros, figuras bem conhecidas dos portugueses, que vieram a figurar em governos do PS, PSD e CDS e outros cargos públicos

(ver mais AQUI)