segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Oportunismo burguês está a influenciar muitos partidos marxistas pelo mundo fora

A cada dia que passa confirma-se que a complexidade dos desenvolvimentos económicos e políticos, a nível internacional e nacional, requere uma tentativa muito séria e sistemática de desenvolvimento do trabalho teórico por cada partido comunista e a formação de uma forte infra-estrutura, com capacidade para apoiar a luta ideológica e política independente dos comunistas, a luta dentro dos sindicatos, dentro do movimento operário e popular.
Uma tarefa estável e permanente é estudar o desenvolvimento do sistema imperialista-capitalista e os seus escalões, os estados capitalistas, a avaliação exacta de cada país no sistema imperialista, para que a formulação da estratégia e da táctica revolucionárias sejam baseadas nos dados reais e objectivos que ressaltam na nossa época, época de transição do capitalismo ao socialismo.
Os Partidos Comunistas gozam de uma enorme vantagem, têm nas suas mãos a obra insubstituível de Marx, Engels e Lenine, têm como guia a cosmovisão marxista-leninista.
Esta valiosa vantagem também tem que ver com a obra de Lenine «O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo» escrita em 1916, dois anos depois de rebentar a 1ª Guerra Mundial Imperialista, que fazia uso de uma grande quantidade de dados sobre a trajectória do capitalismo e as suas contradições, das alterações provocadas pelo seu desenvolvimento. Especialmente as alterações provocadas pela crise de 1873 na concentração do capital e na criação de uma unidade superior, o monopólio, resultando em conclusões científicas sobre o novo período capitalista, a sua fase imperialista.
Com a mesma precisão científica, Lenine estudou questões políticas que surgem e prestou atenção à posição histórica do capitalismo na sua última fase imperialista, ensinando a necessária ligação da economia com a política, dando aos Partidos Comunistas e à classe operária recursos preciosos.
O QUE É O IMPERIALISMO?Em primeiro lugar, o imperialismo é o capitalismo na época histórica que começou no final do século XIX, princípios do século XX e de acordo com a breve definição dada por breve dada por Lenine: «O imperialismo é a etapa monopolista do capitalismo», sublinhando que esta definição não é suficiente para dar uma resposta a todo o seu conteúdo.
Na sua obra «Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo», Lenine deu uma definição completa, destacando as características económicas fundamentais em cinco pontos [Utiliza-se a tradução destes pontos das Obras Escolhidas em 6 volumes, Editorial Avante, Lisboa 1984]:
«1) Concentração da produção e do capital levada a um grau tão elevado de desenvolvimento que criou os monopólios, os quais desempenham um papel decisivo na vida económica;
2) a fusão do capital financeiro com o capital industrial e a criação, baseada nesse «capital financeiro», da oligarquia financeira»;
3) a exportação de capitais, diferentemente da exportação de mercadorias, adquire uma importância particularmente grande;
4) a formação de associações internacionais monopolistas de capitalistas que partilham o mundo entre si:
5) o termo da partilha territorial do mundo entre as potências capitalistas mais importantes. O imperialismo é o capitalismo na fase de desenvolvimento em que ganhou corpo a dominação dos monopólios e do capital financeiro, adquiriu marcada importância a exportação de capitais, começou a partilha do mundo pelos trusts internacionais e terminou a partilha de toda a Terra entre os países capitalistas mais importantes.»
Sobre o tema mais importante, o que é o imperialismo?, há um intenso conflito no Movimento Comunista. No quadro de um retrocesso ideológico e de forte influência de concepções burguesas e oportunistas, uma série de Partidos Comunistas entendem o imperialismo (apenas) como a postura agressiva dos Estados Unidos e outros estados capitalistas contra outros estados com posições inferiores no sistema imperialista-capitalista em meios económicos, políticos e militares.
Trata-se de um problema muito sério que leva Partidos Comunistas à incapacidade de analisar os desenvolvimentos com dados reais já que o sistema capitalista e as suas leis, na nova fase, superior e imperialista, são tratados como apenas por um elemento, apenas pela política externa agressiva, de estados capitalistas poderosos que – como se diz – conduz ao debilitamento ou à perda da soberania dos estados mais pequenos, à perda da independência.
Esta abordagem, que não pode ver o sistema imperialista (capitalista) como um conjunto tendo como escalões dos estados capitalistas que não são «idênticos» não são «iguais», mas, devido à desigualdade e ao seu poder económico, militar e político tem uma posição diferente – no sistema – na pirâmide imperialista, não pode compreender a questão fundamental, que os países capitalistas na época do imperialismo, os que têm uma base económica monopolista se encontram na etapa imperialista.
Isto não quer dizer que a Grécia seja o mesmo que a Alemanha, nem que o México seja o mesmo que os EUA. Tampouco significa uma identificação de objectivos políticos de cada estado e aliança capitalista e que cancela manobras, compromissos que se podem fazer num ou noutro momento histórico, sempre com um objectivo permanente que é a promoção dos interesses dos monopólios.
A desigualdade capitalista e a desigualdade nas relações económico-políticas são leis básicas do capitalismo e cada estado burguês serve os interesses dos monopólios a partir de uma tal posição mais forte, superior ou inferior.
Além disso, a própria burguesia elege o caminho da cessão de direitos de soberania, por exemplo, numa aliança imperialista, seja a UE ou a NATO, ou inclusivamente nas relações interestatais para salvaguarda dos seus interesses gerais de classe, para encontrar apoios e perpetuar o seu poder. É por isso que as «questões de soberania» têm uma base de classe e a sua eliminação está ligada à eliminação das causas que as geram, com o derrube do poder burguês.
A identificação do imperialismo (apenas) pela política externa agressiva dos estados capitalistas fortes e o desvincular a político do económico (monopólio) conduz à profundamente errada separação da luta anti-imperialista da luta anticapitalista.
Leva ainda ao «embelezamento» do papel da burguesia dos «estados mais pequenos».
O problema mais grave é a mudança do objectivo dos Partidos Comunistas. Em vez da luta pelo derrube do capitalismo, o imperialismo passa a entrar na utópica procura de estratégias de recuperação da soberania e independência dentro do capitalismo, com formações políticas transitórias, chamadas governos «de esquerda», «progressistas» de gestão burguesa com consequências negativas para o progresso da luta de classes e fortalecimento do campo capitalista.
No caso de estados da América Latina é característico, pelo constitui uma importante contribuição para a luta do Movimento Comunista a análise que faz o Partido Comunista do México ao revelar o dano provocado pelo chamado «progressismo» e o chamado «socialismo do século XXI», que se movimentam em capitalismo, conservam o poder burguês, a lei do lucro dos monopólios, a anarquia capitalista que conduz às crises.
Tendo em conta a gravidade do problema é extremamente importante a advertência de Lenine que assinala enfaticamente que: «Se as raízes económicas deste fenómeno (do imperialismo) não forem compreendidas, se não se avalia a sua importância política e social, não se pode avançar no sentido da solução das tarefas práticas do movimento comunista?».
Em segundo lugar, Lenine estudou e revelou, sobre a base da essência económica e dos contrastes do imperialismo, as suas características políticas. Fundamentando que o imperialismo é a última fase do capitalismo, à beira da revolução socialista.
A importância fundamental da socialização da produção e do trabalho
Lenine assinalou em 1916 que: «O capitalismo na sua fase imperialista conduz directamente à socialização mais conjuntural da produção… A produção torna-se social, mas a apropriação continua a ser individual…Quando a grande empresa se torna enorme e organiza de forma planificada, segundo o cálculo preciso de uma enorme quantidade de dados, o fornecimento de matéria-prima em dimensões de 2/3 ou 3/4 da quantidade total necessária para dezenas de milhões de pessoas»
Quando se organiza sistematicamente o transporte desta matéria-prima para os pontos mais adequados para a produção, que podem estar distantes uns dos outros centenas e milhares de quilómetros. Quando da partir de um centro se dirigem todas as etapas de tratamento sequencial da matéria-prima até à produção de uma ampla gama de diferentes produtos finais. Quando a distribuição destes produtos assenta num plano para dezenas e centenas de milhões de consumidores (venda de petróleo nos Estados Unidos e Alemanha pelo “Trust do Petróleo dos Estados Unidos”). Então, torna-se evidente que nos encontramos perante uma socialização da produção ” (Obras completas, vol. 27, págs. 327 e 432).
Na base do anteriormente dito, vale a pena examinar a metodologia leninista concentrando o nosso pensamento nos anos desde 1916 até hoje, em que os traços da socialização da produção e do trabalho se multiplicaram.
As tarefas políticas dos Partidos Comunistas“El imperialismo é a antecâmara da revolução social do proletariado. De 1917 para a frente isto confirmou-se em todo el mundo “(do prefácio da versão em francês e alemão da obra de V. I. Lénine “O imperialismo, fase superior do capitalismo ”
¿Qual é a questão chave que justifica esta grande verdade e permite aos Partidos Comunistas a dar um valente passo em frente, desbloquear-se das decisões estratégicas que não só não se confirmaram como remetem para períodos históricos passados, em que a burguesia era a força social de vanguarda contra o feudalismo?
A Grande Revolução de Outubro mostra o caminho. É a revolução socialista em princípios do século 20 num país agrário relativamente atrasado em que (entretanto) se tinham criado as pré-condições materiais para a construção da nova sociedade socialista.
A necessidade do socialismo está hoje multiplicada uma vez que o capitalismo se desenvolveu muito e formou uma base económica (monopolista) forte, com infra-estruturas de alto nível, meios tecnológicos que permitem o aumento da produtividade do trabalho.
Amadurecimento das condiciones materiais. Esta é a questão básica que o desenvolvimento do capitalismo na etapa imperialista resolveu e que determina a natureza do nosso tempo como tempo de transição do capitalismo ao socialismo.
O estudo dos desenvolvimentos e o efectivo debate que teve lugar no 19º Congresso do KKE (primavera de 2013) fundamentaram que a Grécia está numa posição intermédia na pirâmide imperialista internacional, com dependências em relação aos EUA e à UE.
No programa do KKE, que foi aprovado no 19º Congresso refere-se que: “O povo grego libertar-se-á das cadeias da exploração capitalista e das uniões imperialistas quando a classe operária com os seus aliados leve a cabo a revolução socialista e avance na construção do socialismo-comunismo.
O objectivo estratégico do KKE é a conquista do poder operário revolucionário, ou seja, a ditadura do proletariado, para a construção socialista como fase imatura da sociedade comunista.
A mudança revolucionária na Grécia será socialista”.
O nosso partido não se limita à necessidade do socialismo, mas sobre a base do estudo dos desenvolvimentos económicos e sociais acentua que o socialismo é a única alternativa, é necessário e muito actual.
Os problemas duradouros e acentuados não resolvidos que a classe operária enfrenta surgem do domínio, fortalecimento expansão do capital monopolista em todos os sectores da economia e da vida social. É inaudita a acumulação de capital, é grande o aumento da produtividade do trabalho.
A eclosão da crise económica capitalista em 2008 pôs ainda mais em evidência a natureza historicamente ultrapassada e brutal do sistema capitalista, a actualidade e a necessidade do socialismo, a necessidade de reagrupamento do movimento comunista internacional, da emancipação do movimento operário e popular.
Contribuiu para a intensificação das desigualdades e das contradições interimperialistas, para alterações na correlação de forças e reposicionamentos na pirâmide imperialista internacional, para a intensificação das contradições interimperialistas que são a base das guerras imperialistas.
O nosso partido concentra-se no fortalecimento do reagrupamento do movimento operário e na construção de uma aliança popular-social que expressa os interesses da classe operária, dos semiproletários, dos autónomos e agricultores pobres, dos jovens e das mulheres da classe operária e das camadas populares na luta contra os monopólios e a propriedade capitalista, contra a integração do país nas uniões imperialistas, por exemplo, na UE na NATO.
No programa do KKE declara-se que: “O agrupamento da maioria da classe operária com o KKE e a atracção das secções avançadas dos sectores populares passará por várias fases. O movimento operário, os movimentos dos trabalhadores autónomos nas cidades e dos camponeses e a forma de expressão da sua aliança (a Aliança Popular) com objectivos antimonopolistas-anticapitalistas, com a actividade de vanguarda das forças do KKE em condições não revolucionárias, constituem a primeira forma da criação de uma frente operária e popular revolucionária em condições não revolucionárias.”.
“Em condições de situação revolucionária, a frente operária e popular revolucionária, utilizando todas as formas de actividade, pode converter-se no centro do levantamento popular contra o poder capitalista….”.
Sobre a decomposição do capitalismoDa experiencia acumulada nos estados capitalistas confirma-se a posição leninista sobre a decomposição do capitalismo na etapa imperialista. Os fenómenos de decomposição, escândalos etc. proliferam, mas é necessária atenção uma vez que é obvio que a decomposição não conduz directamente ao colapso do capitalismo, o sistema defende o seu poder. por todos os meios E portanto é necessário intensificar os esforços dos Partidos Comunistas para o fortalecimento da luta ideológica, política e de massas, para a formação da consciência de classe da classe operária com uma estratégia que favoreça o desenvolvimento da luta antimonopolista-anticapitalista para que, sobre uma base forte se faça um esforço sistemático de concentração e preparação de forças operarias e populares numa direcção de ruptura e derrubamento.
Crítica de Lénine ao Renegado KautskyLénine comprovou na prática que a luta contra o oportunismo é um elemento essencial da luta contra o imperialismo-capitalismo, para o seu derrubamento.
É muito importante deste ponto de vista revelar as posições erróneas do renegado Kautsky que argumentou que: “O imperialismo é produto do capitalismo industrial altamente desenvolvido. Consiste na tendência de cada nação industrial capitalista para incorporar ou submeter mais e mais extensas zonas rurais (sublinhado de Kautsky), independentemente das nações que as habitam”.
A Primeira Guerra Mundial foi imperialista de ambos os lados, do lado da ENTENTE (Inglaterra, França, Rússia, etc.) e da aliança da Alemanha, foi uma guerra entre duas coligações de estados capitalistas pela repartição territorial do mundo, e as posiciones dos oportunistas desvinculavam a política da economia viam o imperialismo como política de anexação de territórios por parte dos estados capitalistas poderosos.
Lénine acentuou que a definição de Kautsky “não serve absolutamente para nada, posto que é unilateral, ou seja arbitraria e destaca tão só o problema nacional (se bem que da maior importância, tanto em si como na sua relação com o imperialismo), enlaçando-o arbitraria e erroneamente apenas com o capital industrial dos países que anexam outras nações, colocando em primeiro lugar, da mesma forma arbitraria e errónea, a anexação das regiões agrarias. O imperialismo é uma tendência para as anexações: a isso se reduz a parte política da definição de Kautsky”.
Uma vez que há debate e divergência no movimento comunista, queremos assinalar que Lénine falou, evidentemente, em princípios do século XX, de um pequeno grupo de países que tinha uma posição de liderança no mercado mundial graças aos trusts, aos cartéis, às colonias, às relações transnacionais de estados-credores e estados-devedores.
O próprio Lénine mesmo, contudo, ensina-nos que o capitalismo se desenvolve, que a assimetria capitalista conduziu e conduz a alterações significativas na posição dos estados capitalistas no sistema imperialista.
Na prática resulta que em nas décadas anteriores, com a luta dos povos e o contributo da União Soviética, foi derrubado o regime colonial e os países coloniais conquistaram a sua independência estatal.
Tomando em conta esta realidade, cremos que o que expressa correctamente o movimento no nosso tempo pode condensar-se na análise que acentua que todos os Estados capitalistas , nos quais desde há muito se desenvolveu o capitalismo monopolista, participam no sistema imperialista, existe uma interdependência desigual e cada estado influi segundo o seu poder económico, político e militar, segundo o critério da representação e promoção dos interesses “dos seus próprios” monopólios.
Estos dados permitem-nos interpretar com um critério de classe o papel de cada estado e aliança, permitem posicionar-nos sobre o papel da aliança de estados capitalistas, por exemplo da UE e dos BRIC, a postura por exemplo de Rússia e China, que cumprem a sua função em nome dos monopólios russos e chineses na concorrência internacional com os Estados Unidos, a UE, Japão e outros, pelo controlo dos mercados e dos recursos naturais e muito mais hoje em dia pelo gás natural, o petróleo, a energia.
CONCLUSÕESCremos que é uma questão chave para os Partidos Comunistas o estudo dos desenvolvimentos na base de todos os traços (homogéneos) Leninistas, e a elaboração da estratégia sobre a base da grande verdade de que o imperialismo é o capitalismo em decomposição e a nossa época é a época de transição do capitalismo ao Socialismo.
Armados com a obra de Lénine podemos superar as dificuldades e posicionar-nos com princípios ante as guerras imperialistas resultantes da agudização das contradições e rivalidades interimperialistas e combater a pressão das forças burguesas e oportunistas que conduz ao apoio dos interesses da burguesia “do nosso país”, desarmando a classe operária, condenando-a a mover-se “sob bandeira alheia”, a escolher imperialista ou aliança imperialista.
Estas anotações não têm só que ver com a postura dos comunistas ante a guerra imperialista, mas também com a sua postura face às alianças imperialistas e muitos outros temas da luta política.
Recentemente o KKE, posicionando-se sobre o referendo na Grã Bretanha e a decisão sobre o BREXIT refere que:
“O resultado demonstra o descontentamento acrescido das forças operárias e populares em relação à UE e às políticas antipopulares”, e sublinha que este descontentamento deve libertar-se das opções de parcelas e forças políticas da burguesia e alcançar características anticapitalistas radicais.
O resultado reflecte a frustração das expectativas, que todos os partidos burgueses – também na Grécia - desde há anos cultivavam, juntamente com os grupos da UE, de que supostamente os povos poderiam prosperar dentro da UE.
A necessária condenação da aliança de lobos do capital, a UE, a luta pela libertação desta por parte de cada país, para que sejam eficazes devem estar articuladas com a necessidade de derrubar o poder do capital, com o poder operário-popular. A aliança social da classe operária e de outros sectores populares, o reagrupamento e o fortalecimento do movimento comunista internacional é uma condição para abrir este prometedor caminho “.
Esta conclusão, esta orientação realmente ilumina o caminho do derrubamento e não as posições que estão constantemente em busca de “passos” e “níveis” no terreno do capitalismo, projectando vários substitutos, colocando obstáculos na luta anticapitalista necessária para o derrubamento da barbárie capitalista.
A experiencia do movimento comunista mostra que a independência ideológica e organizativa dos Partidos Comunistas é um princípio de grande importância, que quando é violado conduz a desvios e mutações oportunistas.
A independência ideológica e organizativa como estratégia que responde às exigências actuais da luta de classes no sentido da concentração de forças para o derrubamento do capitalismo e não o enredamento na lógica das etapas intermédias de gestão do capitalismo são ferramentas muito importantes para a luta dos Partidos Comunistas e o reagrupamento do movimento comunista.

* Giorgos Marinos é membro da Comissão Política do CC do Partido Comunista da Grécia. (Ver Diário info)
 dona Staline de saias

A senhora vereadora da coligação Cagança

Reflexo da política do betão armado da Madeira Novava

Um bom técnico da agricultura. O Ferreira percebe da poda!

Olha esta madame do laboratório de ideias do PS. Fala, fala, muito e não diz nada

 esta também ganha uma pipa de massa para ser correspondente da RTP nos EUA
já viram o "pinóquio de barba?! Mudou de visual o pardalão!

“Assim como o mentiroso está condenado a que não acreditem nele quando diz a verdade, é privilégio de quem goza de boa reputação que nele acreditem mesmo quando mente” 

Cervantes (1547-1616), escritor espanhol autor de D. Quixote

domingo, 25 de setembro de 2016

As lições da Comuna de Paris. Merecem nossa atenta reflexão

«Os funcionários da justiça foram despojados dessa fingida independência que não servira senão para dissimular a sua vil submissão a todos os governos sucessivos, aos quais, um após outro, haviam prestado juramento de fidelidade, para em seguida os violar. Assim como o resto dos funcionários públicos, os magistrados e os juizes deviam ser eleitos, responsáveis e revogáveis."»

 A Comuna de Paris

SOBRE " A COMUNA DE PARIS"

Karl Marx e Friedrich Engels - 1871

"Na alvorada de 18 de Março (1871), Paris foi despertada por este grito de trovão: VIVE LA COMMUNE! O que é pois a Comuna, essa esfinge que põe tão duramente à prova o entendimento burguês?Mas a classe operária não se pode contentar com tomar o aparelho de Estado tal como ele é e de o pôr a funcionar por sua própria conta.O poder centralizado do Estado, com os seus órgãos presentes por toda a parte: exército permanente, polícia, burocracia, clero e magistratura, órgãos moldados segundo um plano de divisão sistemática e hierárquica do trabalho, data da época da monarquia absoluta, em que servia à sociedade burguesa nascente de arma poderosa nas suas lutas contra o feudalismo.""Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como o engenho de guerra nacional do capital contra o trabalho. Na sua cruzada permanente contra as massas dos produtores, foi forçada não só a investir o executivo de poderes de repressão cada vez maiores, mas também a retirar pouco a pouco à sua própria fortaleza parlamentar, a Assembleia Nacional, todos os meios de defesa contra o executivo.""O poder de Estado, que parecia planar bem acima da sociedade, era todavia, ele próprio, o maior escândalo desta sociedade e, ao mesmo tempo, o foco de todas as corrupções.""O primeiro decreto da Comuna foi pois a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo em armas.A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos diversos bairros da cidade. Eram responsáveis e revogáveis a todo o momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna devia ser, não um organismo parlamentar, mas um corpo activo, ao mesmo tempo executivo e legislativo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna, responsável e revogável a todo o momento. O mesmo se deu com os outros funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada com salários de operários."" Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do poder material do antigo governo, a Comuna teve como objectivo quebrar o instrumento espiritual da opressão, o "poder dos padres"; decretou a dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas constituíam corpos possidentes. Os padres foram remetidos para o calmo retiro da vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos. Todos os estabelecimentos de ensino foram abertos ao povo gratuitamente e, ao mesmo tempo, desembaraçados de toda a ingerência da Igreja e do Estado. Assim, não só a instrução se tornava acessível a todos, como a própria ciência era libertada das grilhetas com que os preconceitos de classe e o poder governamental a tinham acorrentado.Os funcionários da justiça foram despojados dessa fingida independência que não servira senão para dissimular a sua vil submissão a todos os governos sucessivos, aos quais, um após outro, haviam prestado juramento de fidelidade, para em seguida os violar. Assim como o resto dos funcionários públicos, os magistrados e os juizes deviam ser eleitos, responsáveis e revogáveis.""Após uma luta heróica de cinco dias, os operários foram esmagados. Fez-se então, entre os prisioneiros sem defesa, um massacre como se não tinha visto desde os dias das guerras civis que prepararam a queda da República romana. Pela primeira vez, a burguesia mostrava a que louca crueldade vingativa podia chegar quando o proletariado ousa afrontá-la, como classe à parte, com os seus próprios interesses e as suas próprias reivindicações. E, no entanto, 1848 não passou de um jogo de crianças, comparado com a raiva da burguesia em 1871.""Proudhon, o socialista do pequeno campesinato e do artesanato, odiava positivamente a associação. Dizia dela que comportava mais inconvenientes do que vantagens, que era estéril por natureza e até mesmo prejudicial, pois entravava a liberdade do trabalhador; dogma puro e simples... E é também por isso que a Comuna foi o túmulo da escola proudhoniana do socialismo.""As coisas não correram melhor aos blanquistas. Educados na escola da conspiração, ligados pela estrita disciplina que lhe é própria, partiam da ideia de que um número relativamente pequeno de homens resolutos e bem organizados era capaz, chegado o momento, não só de se apoderar do poder, mas também, desenvolvendo uma grande energia e audácia, de se manter nele durante um tempo suficientemente longo para conseguir arrastar a massa do povo para a Revolução e reuni-la à volta do pequeno grupo dirigente. Para isso era preciso, antes de mais nada, a mais estrita centralização ditatorial de todo o poder entre as mãos do novo governo revolucionário. E que fez a Comuna que, em maioria, se compunha precisamente de blanquistas? Em todas as suas proclamações aos franceses da província, convidava-os a uma livre federação de todas as comunas francesas com Paris, a uma organização nacional que, pela primeira vez, devia ser efectivamente criada pela própria nação. Quanto à força repressiva do governo outrora centralizado, o exército, a polícia política, a burocracia, criada por Napoleão em 1798, retomada depois com prontidão por cada novo governo e utilizada por ele contra os seus adversários, era justamente esta força que devia ser destruída por toda a parte, como o fora já em Paris.""Para evitar esta transformação, inevitável em todos os regimes anteriores, do Estado e dos órgãos do Estado em senhores da sociedade, quando na origem eram seus servidores, a Comuna empregou dois meios infalíveis. Primeiro, submeteu todos os lugares, da administração, da justiça e do ensino, à escolha dos interessados através de eleição por sufrágio universal e, evidentemente, à revogação, em qualquer momento, por esses mesmos interessados. E segundo, retribuiu todos os serviços, dos mais baixos aos mais elevados, pelo mesmo salário que recebiam os outros operários. O vencimento mais alto que pagou foi de 6000 francos. Assim, punha-se termo à caça aos lugares e ao arrivismo, sem falar da decisão suplementar de impor mandatos imperativos aos delegados aos corpos representativos.Esta destruição do poder de Estado, tal como fora até então, e a sua substituição por um poder novo, verdadeiramente democrático, estão detalhadamente descritas na terceira parte de A Guerra Civil.(Karl Marx) Mas era necessário voltar a referir aqui brevemente alguns dos seus traços, porque, precisamente na Alemanha, a superstição do Estado passou da filosofia para a consciência comum da burguesia e mesmo de muitos operários. Na concepção dos filósofos, o Estado é "a realização da Ideia" ou o reino de Deus na terra traduzido em linguagem filosófica, o domínio onde a verdade e a justiça eternas se realizam ou devem realizar-se. Daí esta veneração que se instala tanto mais facilmente quanto, logo desde o berço, fomos habituados a pensar que todos os assuntos e todos os interesses comuns da sociedade inteira não podem ser tratados senão como o foram até aqui, quer dizer, pelo Estado e pelas suas autoridades devidamente estabelecidas. E julga-se que já se deu um passo prodigiosamente ousado ao libertarmo-nos da fé na monarquia hereditária e ao jurarmos pela república democrática."(FRIEDRICH ENGELS: Introdução á Guerra Civil em França )"Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como engenho de guerra nacional do capital contra o trabalho""A constituição comunal restituiria ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita que se alimenta da sociedade e lhe paralisa o livre movimento""A unidade da nação não deveria ser quebrada, mas, pelo contrário organizada pela Constituição comunal; ela deveria tornar-se uma realidade pela destruição do poder de Estado que pretendia ser a encarnação desta unidade mas que queria ser independentemente desta mesma nação e superior a ela, quando não era mais do que uma sua excrescência parasitária.""Em vez de se decidir de três em três, ou de seis em seis anos, qual o membro da classe dirigente que deveria "representar" e calcar aos pés o povo no Parlamento, o sufrágio universal devia servir um povo constituído em comunas, tal como o sufrágio individual serve qualquer patrão à procura de operários, de capatazes ou de contabilistas para a sua empresa.""A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos diversos bairros da cidade. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna devia ser, não um organismo parlamentar, mas um corpo activo, ao mesmo tempo executivo e legislativo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna, responsável e revogável a todo o momento. O mesmo se deu com os outros funcionários de todos os ramos da administração. Desde os membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada com salários de operários. Os benefícios habituais e os emolumentos de representação dos altos dignatários do Estado desapareceram ao mesmo tempo que os altos dignatários. Os serviços públicos deixaram de ser propriedade privada das criaturas do governo central. Não só a administração municipal, mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado, foi posta nas mãos da Comuna.""Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do poder material do antigo governo, a Comuna teve como objectivo quebrar o instrumento espiritual da opressão, o "poder dos padres"; decretou a dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas constituíam corpos possidentes. Os padres foram remetidos para o calmo retiro da sua vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos.""A Comuna realizou a palavra de ordem de todas as revoluções burguesas, um governo barato, abolindo essas duas grandes fontes de despesas que são o exército permanente e o funcionalismo de Estado.""A supremacia política do produtor não pode coexistir com a eternização da sua escravatura social. A Comuna devia pois servir de alavanca para derrubar as bases económicas em que se fundamenta a existência das classes e, por conseguinte, a dominação de classe. Uma vez emancipado o trabalho, todo o homem se torna um trabalhador e o trabalho produtivo deixa de ser o atributo de uma classe.""A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: "A nossa vitória é a vossa única esperança"."O domínio de classe já não se pode esconder sob um uniforme nacional, pois os governos nacionais formam um todo unido contra o proletariado.""A Paris operária, com a sua Comuna, será para sempre celebrada como a gloriosa percursora de uma sociedade nova. A recordação dos seus mártires conserva-se piedosamente no grande coração da classe operária. Quanto aos seus exterminadores, a História já os pregou a um pelourinho eterno, e todas as orações dos seus padres não conseguirão resgatá-los.
Karl Marx (Guerra Civil em França - 30 de Maio de 1871)  (fonte)

O cromo desta noite é o bispo resignatário d. Teodoro Faria que vai lançar um livro


Oficiais israelenses, americanos, britânicos, sauditas e turcos morrem após ataque russo a centro de comando do Estado Islâmico21/09/2016

Três mísseis Kalibr disparados por navios da marinha russa destruíram um centro de comando do Estado Islâmico na região de Aleppo, na Síria, matando cerca de trinta oficiais, israelenses, britânicos, americanos, turcos, catares e sauditas. Tais oficiais dirigiam operações ao lado de grupos terroristas na região. (leia mais AQUI)

A vendedora de ilusões da PayDiamond tem muita audiência na Madeira

O povo gosta de ser enganado
Veja o video desta artista AQUI



sábado, 24 de setembro de 2016

"tudo o que existe pode ser negado"



"Tudo o que existe pode ser negado"


Liviu Beris, sobrevivente do Holocausto na Roménia, passou anos a tentar esquecer o que passou, mas agora luta contra o negacionismo da Shoah no seu país, que foi aliado da Alemanha nazi na II Guerra Mundial.
Fiz todos os possíveis para esquecer. Não queria pensar no que aconteceu durante o Holocausto. Esforcei-me, dediquei-me à área em que trabalhei, de genética animal: ficava dia e noite, só queria trabalhar. E alcancei uma série de coisas, tive inclusive algum sucesso na criação de uma raça de porcos com uma carne extraordinária. Esta até foi a razão pela qual o regime comunista da Roménia nunca me deixou ir para Israel, para onde foram os meus pais e grande parte dos judeus da terra onde nasci — diziam que tinha segredos científicos e por isso não podia sair do país. 
Não sou religioso. Desde que estive no campo de concentração na Transnístria [na União Soviética, sob ocupação romena] decidi ser a-religioso, é assim que me defino. Mas a dada altura recebi um livro de orações vindo de Israel da minha mãe, com uma dedicatória, em que ela me dizia: “Sei que não és crente, mas no dia longo de jejum, reza por mim e pelo teu pai, quando nós já não estivermos cá”.
 Assim, um dia entrei numa sinagoga para cumprir este último desejo da minha mãe. Vi imensas pessoas idosas, algumas carenciadas, algumas delas eram sobreviventes do Holocausto. E de repente, lembrei-me de tudo aquilo que queria esquecer.
Nessa noite tive pesadelos e revivi muitos episódios. E por coincidência ou não, pouco depois houve um debate televisivo em que alguém negava o Holocausto. Foi então que decidi que não podia ser. Contactei a Associação Judaica do Holocausto na Roménia e pedi para ficar responsável pelo departamento da memória. E foi assim que cheguei até aqui.
Sou de Hertza, que está numa zona contestada entre a Roménia e a União Soviética e que hoje é na Ucrânia. Lá viviam 4000 pessoas, éramos 1800 judeus e 2200 romenos. Em 1940, no dia 26 de Junho, estava já de férias, tinha acabado o segundo ano do liceu, deparámo-nos com tanques soviéticos na principal ruela da localidade. Foi assim que conheci o totalitarismo comunista. Expropriaram as lojas, incluindo a padaria do meu pai, que tinha 20 trabalhadores. Um líder soviético gostou da nossa casa, que era na rua principal. Deram-nos um dia para sair. O cartão de identidade do meu pai tinha o número 39; mais tarde, soubemos que era o número de quem seria deportado para a Sibéria.
Depois da primeira ronda de deportações, a que escapámos por já não morarmos na rua principal, a minha família esperava a segunda ronda, da qual faríamos parte. Mas entretanto começou a guerra: a Alemanha nazi e os seus aliados, incluindo a Roménia, lutavam contra a União Soviética.
A 5 de Julho de 1941 — que considero o meu segundo aniversário — os soldados romenos chegaram à nossa localidade. O meu pai levou-me pela mão, e fomos recebê-los: tínhamos escapado da deportação para a Sibéria! Juntou-se um grupo de uns dez judeus e 20 romenos. Mas quando lá chegámos, o comandante diz “quem é judeu que se ponha à parte”, e nós fomos. Ele diz: Descalcem-se. E nós baixámo-nos para nos descalçarmos. Quando nos levantámos tínhamos à frente um grupo de soldados pronto para nos fuzilar.

Ainda a mesma pergunta

Só um dos romenos se apercebeu do que ia acontecer, já não me lembro da cara mas ainda hoje lhe ouço a voz. Perguntou o que estavam a fazer, que tínhamos sofrido juntos. Os outros aperceberam-se e puseram-se entre nós e os soldados. O comandante mandou-nos então partir, e nós fomos, sem sequer nos calçarmos. A criança que eu era então fez uma pergunta: Porquê? Ainda hoje, com 88 anos, faço a mesma pergunta.
Em Agosto de 1941 todos os judeus da localidade foram reunidos na pequena praça do centro para ser deportados. Eu tinha 13 anos. Fomos a pé, pela estrada, vários dias. Ainda que estivéssemos tecnicamente presos, ninguém nos deu comida. Esta foi uma característica do Holocausto na Roménia.
Mas o pior era a falta de água. Bebíamos de manjedouras à beira da estrada. Uma vez tinha tanta sede que vi uma poça de água no chão no rasto de uma carroça. Atirei-me para o chão e bebi aquela mistura de água e pó. Soube-me pela vida.
Não demorou muito a que mudássemos. Para sobreviver, transformámo-nos completamente. Já não éramos humanos.A dada altura do caminho, juntámo-nos a outros, éramos milhares. As pessoas começaram a morrer. Foi chamada a coluna da morte.
Uma vez, já no campo de Mogilev-Podolsk no Inverno de 1942-43, eu e outros rapazes fomos roubar lenha fora do campo. Os que ficaram de avisar se os guardas viessem deram o sinal, mas eu não fui rápido e apanharam-me. Eram dois, um oficial e um soldado. O soldado disse, “vamos executá-lo”. O oficial disse, “não, vamos levá-lo para o quartel”.
À ida, o soldado foi-me batendo com a coronha da arma nas costas. Já não aguentava a dor. Era noite, e ao passar por um candeeiro, virei-me para trás de repente e olhei para ele. Nunca me hei-de esquecer da sua cara de ódio a olhar para mim, a arma no ar, pronto a bater-me de novo. Lembro-me de pensar que se sobrevivesse aquilo, nunca iria fazer a ninguém o que ele fez comigo. E digo-vos que consegui não odiar ninguém. Foi algo bom para mim e também para os que me são próximos.

Aprender lições

Na realidade, tudo o que existe pode ser negado. Em 2005, numa conferência na cidade de Iasi, na universidade Alexandrou Ioan Cuza, em frente a uma plateia de mais de 400 estudantes, pedi-lhes que me fizessem perguntas anónimas sobre o Holocausto. 
Recebi mais de 100 perguntas. Entre estas perguntas, havia algumas de tipo negacionista, muito directas.
Respondi procurando documentos que não me representavam a mim, mas eram assinados pelos que deram as ordens e os que as executaram no Holocausto romeno. Entendi que era a única maneira de os combater, não lhes respondendo eu, mas sim deixando a resposta aos perpetradores.
Todos devemos aprender lições do Holocausto. Porque o Holocausto acabou por ser uma degeneração das relações humanas, o cúmulo da degeneração do relacionamento entre as pessoas. Há uma parte da população que deixa de ter a sua condição humana e passa a ser caça. E há umas forças estatais que acabam por ser caçadores. Por nenhuma razão em particular, apenas por terem nascido assim. 
Quanto à minha cidade de Hertza, 75% dos judeus deportados morreram de fome, frio, tifo, balas, ou por causa de pessoas más. Hoje, não vive nem um judeu em Hertza.
Texto baseado numa entrevista com Liviu Beris e na sua intervenção na conferência “As virtudes da Tolerância”, organizada pela Embaixada da Roménia em Lisboa a 22 de Setembro (público)

Contratos milionários com Domingos Névoa



Domingos Névoa comprou Everjets dias antes da assinatura de contrato de milhões


Concurso de 46 milhões está a ser investigado pelo Ministério Público e pela PJ. Aquisição do dono da Bragaparques mantida em segredo. Filho de Domingos Névoa é administrador da Everjets desde Fevereiro.
Protecção Civil deverá pagar 46 milhões de euros por operação e manutenção dos Kamov durante quatro anos
 O dono da Bragaparques, o empresário Domingos Névoa, comprou a maioria do capital da empresa de aviação Everjets, que ganhou o concurso para operar e manter os helicópteros pesados do Estado. Um concurso que está a ser investigado no âmbito do processo dos vistos gold.
A aquisição ocorreu uns dias antes da formalização, a 6 de Fevereiro deste ano, do contrato de 46 milhões de euros, assinado em representação da Everjets pelo genro de Névoa, Ricardo Dias, piloto que já trabalhava havia algum tempo na empresa e assumiu a vice-presidência da sociedade logo no início de Janeiro. (leia mais Aqui)
A indignação deste antigo maoista

Senhora do "decote" tem a palavra, infelizmente já tem algumas rugas; é a lei da vida!

 olha mais um arrogante cagançoso!



 A ministra a promover Cafôfo e o PS Madeira

Bispo das 7 fontes
Passosalazar 
Uma dupla perfeita para enganar as pessoas do Porto Moniz
Senador experiente
Olha o sr. enfermeiro Orlando Fernandes, presidente da junta de freguesia do Seixal
Jaime Lucas quando era deputado do PSD era muito reacionário
Mais um reaça do Pêssedê a botar faladura no Porto Moniz
Olavo acusado de ser apologista da despenalização das drogas leves. Emanuel Câmara quase se passa dos carretos para defender o filhote!
O "careca"não pára a sua trajectória com o objectivo de conquistar a "Quinta Vigia"!



Alberto denuncia Cafôfo e seu elenco Xuxialista no seu renovadinhos, pois claro

Classe política com mais privilégios do que na ditadura


(Fonte)

A entrevista de um Homem bom!


Eis o motivo porque Paulo Morais não tem muitos apoiantes nas verdades que diz:

VEJAM COMO OS MAIS ENDINHEIRADOS FOJEM AO FISCO

E PERCEBAM AS RAZÕES E AS CONSEQUÊNCIAS DISSO

.« Segundo explicou Azevedo Pereira (que foi Director-Geral dos Impostos entre 2007 e 2012), deste clube de multimilionários residentes em Portugal, cada um com mais de 25 milhões de euros em património e mais de 5 milhões de euros em rendimentos anuais, apenas cerca de 240 estão no radar da máquina fiscal. Destas grandes fortunas só cerca de 25% foram identificadas por uma equipa de trabalho especifica do fisco (...) Significa isto, que só cerca de 1/4 dos multimilionários que vivem em Portugal paga alguma percentagem de impostos, ainda que muito baixa. Todos os outros vivem numa espécie de "twilight zone", que os torna invisíveis perante a máquina fiscal e lhes permite escapar ao pagamento de impostos.
(...) E como é isto possível? Os multimilionários influenciam os decisores políticos que fazem as leis. Segundo Azevedo Pereira: "Este é um segmento de contribuintes que tem fácil acesso, em Portugal ou no estrangeiro, aos legisladores e os influencia claramente. Através dos contactos que são feitos com os agentes políticos esta gente consegue facilmente fazer lobbying e criar mecanismos que são tendentes a protegê-los".
(...) O ex-responsável pela administração fiscal afirma que urge "tapar os buracos" de uma lei tributária que permite que os mais ricos se furtem ao pagamento de impostos e que esmaga a classe média com uma brutal carga fiscal. (...) A Autoridade Tributaria justifica a falta de resultados na "caça" aos multimilionários por diversos factores, como sejam: por estes não se encontrarem registados em nome individual, o que obriga a que as acções de fiscalização do fisco sejam realizadas na esfera das empresas relacionadas com os contribuintes em causa, dadas as dificuldades associadas ao levantamento do sigilo bancário ou por se encontrarem abrangidos pelo sigilo profissional. Os responsáveis da Autoridade Tributária adiantam ainda outros factores que levam a que os super-ricos escapem às permeáveis malhas do controlo fiscal, designadamente: terem um património disseminado por empresas participadas, trusts e fundações; mudarem facilmente de país e de residência fiscal; beneficiarem de acompanhamento especializado por consultores fiscais; e last but not least, possuírem estruturas e contas bancárias em offshores.
(...) Tendo em conta a receita fiscal arrecadada pelo Estado com o IRS em 2014, que segundo o INE, foi de 13.385 milhões de euros, se os multimilionários em vez de terem pago o equivalente a 0,37% desse total, tivessem pago o equivalente a 25%, a receita deste imposto teria sido de 17.846 mil milhões. Isto é, teria existido uma receita adicional de 4.461 mil milhões de euros, o que representaria um acréscimo de 2,6% no PIB. Em vez disso, temos uma máquina fiscal que se transformou numa espécie de euromilhões para multimilionários, todos os anos a criar novos excêntricos. » [Veja tudo AQUI]
Cuidado com este manhoso amigo dos Sousas, Dionísio Pestana e Grupo Blandy!
O manhoso é amigo do capitalista Dionísio Pestana
O careca manhoso
Foi até à África do sul passear com o dinheiro dos munícipes
Amigo do Miguel Sousa «o recauchutado»
Amigo do "areeiro" o negociante do CSM
Cafôfo entrega prémio ao comendador Rui Nepomuceno